Um bom olhar sobre a mídia
por Ricardo Kotscho, em no mínimo.
As três notícias saíram espalhadas pelos jornais em espaços diferentes na quarta-feira, mas ganhariam mais força se tivessem sido publicadas lado a lado, emblemáticas que são dos tempos atuais (ou dos tempos de sempre, como se conclui depois de assistir à "Operação Abafa"). São duas histórias de impunidade e uma de injustiça - no mesmo dia, no mesmo país.
Em São Paulo, o Tribunal de Justiça anulou a sentença que havia condenado a 632 anos de prisão o coronel Ubiratan Guimarães, comandante da tropa da PM que, em 1992, invadiu o presídio do Carandiru e matou 111 presos - o mesmo número que ele adotou para se candidatar e ser eleito deputado estadual.
Em Vitória, no Espírito Santo, os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça mandaram soltar o ex-presidente da Assembléia Legislativa José Carlos Gratz, preso desde dezembro de 2004 pelo conjunto da obra.
Enquanto isso, em Contagem, Minas Gerais, Wagno Lúcio da Silva, de 41 anos, passava seu primeiro dia de liberdade rezando numa igreja, depois de mofar oito anos na cadeia por um crime que, soube-se depois, não cometeu.
[Karina ::: 10:24 ::: Comentários ( )]
Nem cinco minutos guardados
Nunca me interessei pelo Grammy. Meu gosto musical sempre esteve muito ligado as minhas excentricidades. Sempre que uma banda que gosto vem pra Porto Alegre, aproveito para comparecer no show, porque estas são oportunidades raras. Calculo que cerca de 85-90% dos músicos que gosto já estão mortos, então não me ligo muito na atualidade.
Nunca foi como o Oscar, que acompanhei nerdemente durante toda a adolescência. Na época da premiação eu já havia assistido a maioria dos filmes e tinha uma opinião a respeito de tudo. Hoje a coisa já não exerce tanta força sobre mim, mas ainda amo o cinema e me interesso pelos resultados.
Voltando ao Grammy... Em 24 anos, nunca havia assistido. Não sei se antes passava na TV ou não, o fato é que é insuportável. Hoje a RBS resolveu passar futebol e eu sem alternativa pulei para o SBT. Lamentável assistir cinco minutos da Adriane Galisteu torcendo para a Mariah Carey numa categoria em que a vencedora foi uma guria que saiu do American Idol. O equivalente a alguém saído da Casa dos Artistas levar um Kikito em Gramado. Acho que perdi a apresentação da Madonna, o que talvez valesse pelo dinheiro gasto para manter a televisão ligada.
Assim cheguei a seguinte conclusão: não preciso assistir isso pelos próximos 24 anos e passarei mais tempo com a televisão desligada.
P.S.: E eu nem teci comentários sobre os noivos do Silvio Santos, por pura preguiça.
[Karina ::: 00:40 ::: Comentários ( )]
Terça-feira, Fevereiro 07, 2006
Cara de quem entra não é cara de quem sai
Segundo uma amiga, em um consultório de psicologia deveria haver duas portas, uma para entrar e outra para sair.
Ao me acabar depois de uma hora de análise, pensei no seguinte: só se o prédio tivesse duas portas, porque lá embaixo vai ter sempre um porteiro pra te encarar e dizer até logo. Faz parte.
[Karina ::: 10:25 ::: Comentários ( )]


